17 janeiro, 2017

Escuta o teu Corpo

[Imagem retirada daqui]
O nosso corpo é um dos nossos melhores amigos. Nem sempre olhamos para ele como tal. Na maioria das vezes, até nos esquecemos das suas partes [sem as quais o todo não funciona] e só quando uma delas deixar de funcionar direito é que nos damos conta da sua existência. O nosso corpo é a nossa afirmação física na terra. É através dele que fazemos as mil e uma coisas que nos são destinadas no dia-a-dia. É através dele que vivemos o plano físico, tão importante para que tudo o resto se possa manifestar também.

Acontece que, muitas, muitas vezes, esquecemo-nos do nosso corpo. Desaprendemos a escutá-lo. Temos atitudes e acções que o magoam. Deixamos de nos importar com ele. Deixamos de o respeitar. E por mais sinais que ele nos envie, por mais mensagens subtis que ele tente fazer chegar-nos, a verdade é que nós só percebemos que algo não está bem quando ele grita. E quando ele grita, é porque chegou ao limite.

Como vocês já sabem, tenho fibromialgia, cujos principais sintomas são físicos. A dor, a fadiga e outras alterações acabam por comprometer o meu bem-estar físico. Antes de ser [finalmente] diagnosticada, estive vários meses com estes sintomas. Aliás, já há alguns anos que tinha sintomas subtis. Hoje sei que era o meu corpo a alertar-me, a tentar dizer-me para parar, para tentar perceber o que se estava a passar. Mas eu nunca valorizei. E continuei com o meu ritmo de vida alucinado, com a minha ansiedade desmedida, com as minhas frustrações recalcadas, a fazer coisas que não gostava, a ser completamente infiel a mim mesma. Foram anos de desrespeito para comigo mesma. Todas essas mazelas emocionais acabaram por ter repercussões físicas. E o meu corpo avisou-me, tantas e tantas vezes. Mas eu não o escutei. E só quando ele começou a gritar desesperadamente, só quando não consegui aguentar mais a dor e tudo o resto, é que me dei conta da sua existência e do quanto ele estava a sofrer.

Hoje já temos uma relação mais cúmplice. O Reiki, o Yoga, a meditação, as terapias complementares e todo este processo de luta por uma qualidade de vida o melhor possível, ensinaram-me a conhecer melhor o meu corpo, a saber até onde ele pode ir, a conhecer as suas capacidades e o seu potencial, a respeitá-lo, a escutar o que ele me diz.

Tudo isto para vos dizer [e pedir] para estarem atentos ao vosso corpo. Invistam algum do vosso tempo a escutá-lo, a tentar perceber o que ele vos diz, se está tudo bem, se há algo que não está em harmonia e equilíbrio. O Yoga é óptimo para nos ajudar a perceber e a escutar o nosso corpo. As asanas [posturas] ajudam-nos a entender até onde podemos ir e a estabelecer o nosso ritmo. Acabamos por descobrir músculos que 'desconhecíamos' até então. Aprendemos a saber que algo não está bem quando não conseguimos concretizar uma postura que já nos era fácil. Aprendemos a respirar [e a importância da respiração para tudo o resto]. E quando apuramos todas estas capacidades, torna-se mais fácil entender o que o nosso corpo nos diz e agir em conformidade.




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16 janeiro, 2017

Leituras | Cem Anos de Solidão


Já tinha este livro na prateleira para ler há imenso tempo, mas a verdade é que surgiam outros que me despertavam mais interesse na hora e este lá ia ficando esquecido. No início deste ano, uma das metas a que me propus foi deixar de acumular livros por ler e só comprar um livro novo quando não tivesse mais nenhum para ler [estou para ver até quando vai durar esta determinação!]. Mas voltando ao assunto, decidi, finalmente, ler este clássico e só tive vontade de me esbofetear por não o ter lido mais cedo.

Desconcertante e arrebatador são as palavras que, para mim, melhor definem Cem Anos de Solidão. Agora percebo o porquê deste livro ainda ser tão aclamado, mesmo já tendo passado mais de cinquenta anos da sua publicação. O livro relata a história da família Buendía ao longo de mais ou menos um século. Começa com a história de José Arcadio Buendia, patriarca da família e fundador da aldeia de Macondo, e vai-se desenrolando à medida que novas gerações vão nascendo. O que torna este livro tão especial é a conjugação da fantasia com uma realidade dilacerante, onde os sentimentos irreais e exagerados se misturam com mágoas e tristezas profundas, o tal estado de solidão que é transversal a todos os Aurelianos, Arcadios, Amarantas e Remédios da família Buendía.

Confesso que me é difícil descrever este livro. Apesar de, e como já referi, ser pautado por uma dose generosa de fantasia, e misticismo até, faz-nos reflectir acerca da condição humana, da relação entre pares, dos sentimentos que nem sempre têm explicação e da solidão que é capaz de engolir as pessoas sem que elas se dêem conta. Além disso, acabamos sempre por nos identificar com as personagens, apesar da sua excentricidade, pois, no fundo, representam cada um de nós, com os nossos exageros, as nossas quimeras, os nossos sonhos e as nossas paixões.

Depois de ter tido este livro empoeirado e esquecido numa estante durante tempo demais, posso dizer que se tornou num dos meu preferidos de sempre. Atrever-me-ia a dizer que é mesmo leitura obrigatória e necessária. Além disso, é daqueles livros que não se consegue para de ler. Não façam como eu e, se tiverem oportunidade, leiam esta obra prima logo que possam pois vale tanto, mas tanto, a pena.





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14 janeiro, 2017

Decor | 58

[Imagem retirada daqui]

Eu sei que isto é um quarto de criança. Mas apaixonei-me perdidamente por esta cama de dossel com luzinhas!
Como já disse, há uma eterna criança dentro de mim!




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11 janeiro, 2017

Tea Time

[Fotografia da minha autoria]

Life is a flow of love. Your participation is requested.

Há já algum tempo que adquiri o hábito de beber uma chávena [gigante] de chá à noite, enquanto leio ou escrevo. Digamos que é o meu momento de relaxamento, a sós comigo, com as velinhas aromáticas que gosto de acender e com a música zen que me ajuda a entrar num estado de serenidade que me preenche. Uma das gamas de chás que mais gosto são os da Yogi Tea, que compro nas lojas Celeiro. Há uma variedade imensa [detox, relaxantes, energizantes, entre muitos outros]. E os sabores são maravilhosos. Além disso, cada saquinho traz uma mensagem inspiradora [como podem ver na fotografia acima] que depois podem guardar. Eu costumo guardá-las numa caixinha para depois, quando estiver a precisar de inspiração, tirar uma mensagem à sorte e interpretá-la à luz do momento.

E vocês, também têm por hábito beber chá ou nem por isso?





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