sábado, 27 de agosto de 2016

Decor | 40

[Imagem retirada daqui]

Tenho uma paixão gigante por mesas, mesinhas, mini-cómodas, tudo o que sirva de apoio à decoração e, se tiver gavetas para arrumar coisas, melhor.
E o banquinho cor-de-rosa?
E aquele gira-discos?
Gosto de tudo!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Sonhos Analgésicos


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Na noite passada, uma noite pautada por sono entrecortado e dores insuportáveis, sonhei que estava em Nova Iorque. E era Natal. E, de repente, começou a nevar. E havia luzes e enfeites por toda a parte. Parecia tudo tão real. Quase que conseguia sentir a neve fria a tocar-me na palma da mão. Tudo tão mágico. Tudo tão pacífico. Tudo tão sem dor. De repente, acordei em sobressalto. Triste por ter sido apenas um sonho. Mas com menos dores. Os sonhos, aqueles que temos enquanto dormimos ou enquanto estamos acordados [que, não raras vezes, se confundem], têm esse poder de analgesia. Apaziguam as dores, acalentam o corpo e a alma. Podem nada resolver, mas dão-nos momentos de conforto. E, por vezes, precisamos só e apenas de algo que nos conforte, de uma espécie de balsamo com efeito analgésico. Fica a esperança de, um dia, estar mesmo em Nova Iorque, e ser Natal, e começar a nevar, e não haver mais dores.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Leituras | Até que o Amor me Mate

[Fotografia da minha autoria]

Mal soube que este livro tinha sido publicado, tratei logo de o comprar. Primeiro, porque adoro a escrita da Maria João Lopo de Carvalho, depois porque era um livro sobre os amores do nosso poeta maior: Luís Vaz de Camões. E só posso dizer que o livro não desiludiu.

Para escrever este livro, a autora percorreu o caminho marítimo que Luís de Camões fez quando foi chamado a integrar uma das comitivas que partia para a Índia, o que lhe permitiu conhecer os vários portos e as várias terras onde Camões esteve e onde viveu alguns dos seus amores. Ao longo do livro, a autora dá voz às sete mulheres que marcaram a vida de Camões: Ana de Sá, sua madrasta, Violante de Andrade, Catarina de Ataíde, Francisca de Aragão, Inês de Sousa, Dinamene e Bárbara. Ana de Sá foi quem criou Luís Vaz como filho. Violante de Andrade era uma condessa poderosa, que foi infiel ao marido a vida toda e que fez de tudo para que Camões fosse enviado para longe do reino para, assim, não se envolver com mais nenhuma mulher. Francisca de Aragão era uma dama fútil e caprichosa, que só percebeu que amava verdadeiramente o poeta quando foi obrigada a casar com outro homem. Catarina de Ataíde foi, talvez, o amor mais puro de Camões, a Natércia dos seus poemas, aquela que esperou por ele e que, de certa forma, dá nome ao livro, pois diz-se que morreu de amor e saudade. Inês de Sousa é uma personagem colectiva, que representa todas as órfãs do reino que eram enviadas para a Índia para casarem com os homens que lá estavam; o seu amor por Luís Vaz é platónico. Dinamene era uma jovem de Macau que conheceu Camões aquando da sua estadia por lá e que fugiu com ele para a Índia, mas que acabou por morrer no naufrágio [o mesmo em que Luís de Camões consegue salvar os Lusíadas]. Bárbara era uma escrava negra que Camões conheceu na Ilha dos Amores [retratada nos Lusíadas] e que abandonou para regressar a Portugal. Destas sete mulheres, apenas Catarina, Dinamene e Bárbara permanecem vivas na poesia de Camões, sendo vários os poemas em que lhes é feita referência.

Este livro é, de facto, extraordinário. É um livro de amor, do poeta dos amores. Faz também várias referências aos Lusíadas, cujo nome inicial era As Lusíadas, mas que a inquisição não permitiu pois As era feminino. Através deste livro, podemos também descobrir um pouco mais da vida de Camões, da forma hostil como era tratado, vivendo e morrendo praticamente na miséria e sem qualquer reconhecimento digno da sua grandeza e do seu talento. Quem diria que, mais de quinhentos anos depois, ele continuaria a ser o nosso poeta maior e os seus Lusíadas, assim como toda a sua obra, continuariam a ser o nosso exlibris e um motivo de orgulho imenso. 

Aceitem a minha sugestão e leiam este livro. É tão bonito. E fala de amor, esse 'mal que mata e não se vê'.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Fibromialgia | A Dor


Esta reflexão está incluída no tópico 'Fibromialgia' mas pode ser transposta para a vida em geral. Quando se fala de dor, a tendência é cada pessoa tentar sobrepor a sua à dos outros. Ou o contrário, achar que a sua dor é menos do que a dos outros. É verdade que, teoricamente, a dor é passível de ser avaliada e até quantificada. No mundo da saúde há, inclusive, escalas que o fazem ou, pelo menos, tentam fazê-lo. No entanto, continuo a achar que é muito difícil, se não mesmo impossível, quantificar a dor. A dor é algo mais subjectivo do que aquilo que pode parecer. Não há duas dores iguais. Não há dores maiores nem dores menores. Na minha modesta opinião, cada pessoa sente a dor à sua maneira. Cada pessoa tem um limite próprio de tolerância à dor. E cada dor é uma dor, não devendo nunca ser desvalorizada.

A dor que eu sinto não é maior nem menor do que a dor de ninguém. É, simplesmente, diferente. Porque é minha. Porque a sinto à minha maneira. Porque não dói sempre da mesma forma. E, por estar associada a uma doença crónica, não faz com que eu me habitue a ela, nem por sombras. Cada dor é igual a si própria, repleta de meandros e de armadilhas. Por vezes [na maior parte das vezes, para ser sincera], extravasa o plano físico e invade a alma, transpondo a barreira do racional, apoderando-se das emoções e toldando o discernimento, tal e qual as ervas daninhas. E o contrário também acontece, há dores emocionais tão fortes e dilacerantes que a única forma de se fazerem ouvir e notar é transpondo-se para o plano físico. Seja como for, cada dor merece respeito. Cada pessoa com dor merece ser respeitada e não sobre ou subvalorizada por isso. Cada pessoa sente a dor à sua maneira. Por isso, não há dores iguais, maiores ou menores. Cada dor é como é, da mesma forma que cada um é como cada qual.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Musica gira que o Spotify me apresenta | 3

Blind Pilot - Packed Powder

Os Blind Pilot são uma banda de indie folk natural de Oregon. Iniciaram a sua carreira em 2008, com o lançamento do álbum 3 Rounds and a Sound e, no passado mês de Junho, lançaram o seu mais recente trabalho intitulado And Then Like Lions, do qual faz parte a música que vos deixo aqui.

Descobri esta banda por acaso, na lista de 'Descobertas da Semana' que o Spotify me apresenta. Como já aqui disse, ultimamente ando muito numa de folk. Identifico-me com a sonoridade mais calma e com as letras simples mas com significado. Cada vez tenho menos paciência para a música comercial que passa na rádio a toda a hora. Sinto necessidade de descobrir novas sonoridades que me despertem emoções e com as quais eu me identifique. E os Blind Pilot foram uma excelente descoberta!

sábado, 20 de agosto de 2016

Decor | 39

[Imagem retirada daqui]

Este studio era perfeito para mim. Gosto de espaços pequenos e aconchegantes.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Vinte e Nove

[Imagem retirada daqui]

Diz que faço vinte e nove anos hoje. Como já estão cansados de saber, não gosto de fazer anos. Até aos dezoito adorava este dia, era sempre uma festa, fazia questão de celebrar esta data com pompa e circunstância. Agora não. Se pudesse, saltava este dia. Apesar de gostar mais de mim agora do que há dez anos atrás, de me sentir mais serena, confiante e equilibrada, a passagem do tempo continua a ser o meu calcanhar de Aquiles. No entanto, sinto-me grata por mais um ano de vida. Por ter saúde [na medida do possível], por ter por perto quem amo, por me ser dada a oportunidade diária de me conhecer melhor e de evoluir enquanto ser humano. Pensando bem, tenho mais motivos para festejar do que para me entristecer. Por isso, parabéns para mim!