28 fevereiro, 2017

Continuo a ser [muito] humana



Os últimos dias [semanas] não têm sido fáceis. Assuntos do coração. Ilusões que viraram desilusões que nem o meu optimismo e serenidade conseguiram atenuar. Apesar de estar a tornar-me numa pessoa mais serena e equilibrada, há situações que ainda me desequilibram e me fazem ficar triste. Há muito tempo que tinha o meu coração fechado. Quando ganhei coragem suficiente para o abrir novamente, voltei a padecer da dor do desamor. Foi como se todas as feridas já cicatrizadas se abrissem de novo, sangrando e doendo como outrora. Todos os fantasmas renasceram. As inseguranças. Os medos. Quando, finalmente, decidi entregar de novo o meu bem mais precioso [o meu coração], voltaram a tratá-lo mal. Doeu. Como doeu. Mas, contrariamente a tempos idos, desta vez aceitei a dor. Aceitei mais esta aprendizagem. Chorei até adormecer dias seguidos. Chorei tudo aquilo que tinha para chorar. Deixei-me fragilizar. Libertei [estou a libertar] mais essa mágoa. Acima de tudo, não me julguei nem me culpei. Aconteceu o que tinha de acontecer. Ainda não foi desta. Um dia será, ainda acredito. E vai correr tudo bem. [Desculpem o desabafo e a ausência]



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25 fevereiro, 2017

Decor | 64

[Imagem retirada daqui]

Olhei para este quarto e o meu primeiro pensamento foi: serenidade.
Quero um igual!




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20 fevereiro, 2017

Liberto o que não me serve





Ao longo da nossa vida, vamos acumulando momentos, pessoas, esperanças e ideias e planos para um futuro que desejamos que seja de acordo com as nossas expectativas. E está tudo bem quanto a isso. No entanto, por vezes, aquilo que idealizamos, ou que queremos muito para nós, não é o caminho certo, não é aquilo que realmente nos fará bem e nos trará felicidade. O mesmo se aplica a pessoas que teimamos em manter na nossa vida mesmo quando essas mesmas pessoas já nos deram provas de que não merecem um lugar no nosso coração. Em ambas as situações, e em muitas outras, é preciso aprender a libertar.

Durante muitos anos, teimei em manter preso em mim anseios, planos mirabolantes, esperanças vãs que eu julgava serem o melhor para mim. Com o passar do tempo, fui percebendo que tudo isso me estava a fazer mais mal do que bem, porque não era para mim, porque não estava de acordo com a minha energia e com o meu propósito de vida. O mesmo aconteceu com algumas pessoas. Teimei em manter pessoas na minha vida, pessoas tóxicas, que me faziam mais mal do que bem e que só me puxavam para baixo. Pensava que não podia viver sem elas, que a vida não seria a mesma sem elas. De facto, a minha vida deixou de ser a mesma sem elas, passou a ser muito melhor e mais leve.

Muitas das vezes, precisamos de parar durante algum tempo e tomar consciência da nossa vida, daquilo que queremos e não queremos, daquilo que está de acordo com a nossa essência. E libertar. Libertar o que já não nos serve. Libertar o que já não é para nós. Libertar aquilo que nos faz mais mal do que bem. Só libertando tudo isso é que conseguimos criar espaço para que coisas novas e boas possam chegar e instalar-se na nossa vida, tornando-a ainda mais serena e bonita.

Assim sendo, o desafio que vos [nos] proponho é, precisamente, este:

Liberto tudo aquilo que não me serve.
Liberto tudo aquilo que não é para mim nem me faz evoluir.
Liberto tudo aquilo que me faz mais mal do que bem.

Namasté!



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19 fevereiro, 2017

Da ausência dos últimos dias




Os últimos dias [a última semana, para ser mais exacta], foram um pouco atribulados cá por dentro. Uma vez que pretendo que este espaço seja um espaço de energia positiva e boas vibrações, não me senti capaz de escrever quando me sentia tão em baixo e tão na corda bamba. Como referi num dos textos anteriores, o desequilíbrio tem um lado positivo, pois é nele que voltamos a reencontrar o nosso tão almejado equilíbrio. Por razões emocionais, nos últimos dias senti-me fraquejar. Senti-me dorida por dentro, como se o meu coração tivesse decido encolher e hibernar. Senti-me, por vezes, perdida no meu mundo, sem ter certezas ou direcções. Senti-me contrária a mim mesma, pondo em causa os passos que dei até agora. Caí na tentação de me julgar novamente e de me condenar por estar a sentir-me assim. Mas, então, percebi que estes momentos fazem parte do processo evolutivo. Da mesma forma que há dias em que estou em êxtase, também há dias em que me sinto um bocadinho mais sensível ao mundo externo e ao meu próprio mundo interno. Tudo faz parte. Tudo é normal. E, por vezes [quase sempre], é bom chorar, limpar a alma, libertar a densidade acumulada. No final, tudo parece mais claro, mais fácil, mais leve. E está tudo bem.




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