28 fevereiro, 2016

Leituras | Marquesa de Alorna


"Leonor, Alcipe, condessa d’Oeynhausen, marquesa de Alorna - nomes de uma mulher única e invulgarmente plural. Chamei-lhe Senhora do Mundo. Poderia ter-lhe chamado senhora dos mundos. Dos muitos mundos de que se fez senhora. Inconfundível entre as elites europeias pela sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou o Portugal do séc. XVIII e XIX, onde ser mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, instruída, inteligente e sedutora era uma absoluta raridade. 

Viveu uma vida intensa e dramática, mas jamais sucumbiu. Privou com reis e imperadores, filósofos e poetas, influenciou políticas, conheceu paixões ardentes, experimentou a opulência e a pobreza, a veneração e o exílio. Viu Lisboa e a infância desmoronarem-se no terramoto de 1755, passou dezoito anos atrás das grades de um convento por ordem do Marquês de Pombal e repartiu a vida, a curiosidade e os afectos por Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid e Londres. 
Marquesa de Alorna, Senhora do Mundo é uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite."


Acho que já disse aqui que sou apaixonada por romances históricos. E posso dizer que este foi dos melhores que li até hoje. A história da Marquesa de Alorna é apaixonante, fascinante, prendendo-nos desde o primeiro parágrafo. E este romance está tão bem escrito, de forma simples e cativante. Quando se começa, não se consegue parar de ler. Leonor, Marquesa de Alorna, foi uma mulher invulgar para o seu tempo. Passou a infância e a adolescência confinada num convento. Foi poetisa, política, filha, irmã, esposa, amante, mãe e avó, sem nunca se esquecer de ser mulher, uma mulher de ideias convictas e à frente do seu tempo. Uma mulher das letras e das artes. Uma mulher que não se deixava intimidar pela soberania dos homens, sabendo impor a sua presença e a sua inteligência. 

Fiquei completamente encantada com esta história. Ainda sinto um turbilhão de emoções no peito, que só acontece com aqueles livros mesmo bons. Além disso, este foi daqueles livros que me fez cair uma lágrima no final. Uma lágrima de saudade antecipada, por saber que a história tinha acabado, por saber que este nosso Portugal se fez através da força e do talento de mulheres como Leonor. Cada vez gosto mais da história do nosso país, Cada vez tenho mais curiosidade em conhecer mais e mais aqueles que dela fizeram parte.

13 comentários:

  1. Também foi dos últimos livros que li, e a marquesa foi realmente uma mulher notável.

    Retive também a história da Juliana e do Sr. Strognoff. Agora sempre que como uma duas coisas, lembro-me do livro :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é, a 'sopa Juliana' eheh :) Adorei mesmo este livro!

      Eliminar
  2. Gosto de romances históricos, apesar de não serem a minha leitura favorita (gosto mais de neo-realismo, realismo mágico, existencialismo e outro tipo de estilos afins) - mas fiquei curiosa!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu gosto imenso de romances históricos (e de tudo o que tem que ver com história)! Mas mesmo quem não é apreciador do género, acho que irá gostar deste livro!

      Eliminar
  3. Agora deixaste-me com imensa vontade de ler este livro!

    ResponderEliminar
  4. Não conhecia, mas fiquei extremamente curiosa! Adoro romances históricos :)

    ResponderEliminar
  5. A minha mãe já leu este livro e adorou, tenho mesmo de pegar nele em breve! Se gostas de romances históricos recomendo-te o Catarina de Bragança da Isabel Stilwell, ainda só vou a meio mas já adoro.

    Beijinhos,
    Style and Life by Marta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Catarina de Bragança será a minha próxima leitura :) Também já li o Filipa de Lencastre e o D. Maria II, também da Isabel Stilwell e adorei :)

      Eliminar