19 dezembro, 2016

Ponto de Situação

[Ilustração de Sasha Salmina - retirada daqui]

❀ Estamos a poucos dias do Natal [como é que é possível?!].

❀ Os dias têm passado a correr.

❀ Ainda não fiz todas as compras de Natal [e não estou minimamente nervosa com isso!].

❀ Tenho lido muitos livros [e feito nenhuma review aqui no blogue, que vergonha!].

❀ As aulas de Yoga estão a correr muito bem.

❀ Tenho estudado e aprendido coisas novas e queria muito partilhar tudo isso convosco de uma só vez.

❀ Inscrevi-me numa formação de Terapia Miofascial e estou super entusiasmada e desejosa pelo início das aulas.

❀ Estou a fazer a transição para um estilo de vida vegetariano.

❀ Tenho planos bonitos aqui para o blogue.

❀ Já comprei bilhetes para o concerto da Gisela João, no Coliseu do Porto, em Março.

❀ Já comecei a planear uma viagem para o próximo ano.

❀ Comprei uma agenda da Mr. Wonderful.

❀ Todos os dias me sinto grata.

❀ E estamos a poucos dias do Natal, já disse?!




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17 dezembro, 2016

Decor | 56

[Imagem retirada daqui]

Já não é segredo para ninguém que sou apaixonada por studios.
E este é tão lindinho, pequenino, acolhedor, perfeito para mim!




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15 dezembro, 2016

Be Yogi | Confiança

[Ilustração de Olya Badulina]

Eu sei que já falei sobre Yoga no post anterior, mas tenho mesmo de partilhar a experiência fantástica da aula de hoje. A professora desafiou-nos a trabalhar a nossa confiança na aula de hoje e, para isso, fizemos Yoga a pares. Ou seja, todas as asanas [posturas] foram feitas a dois, sempre de mãos dadas. Algumas das asanas exigiam que confiássemos totalmente no nosso par e também em nós mesmos. Tudo tinha de ser sincronizado e não podíamos largar a mão da outra pessoa se não ela poderia cair, e vice-versa. No início, parecia que ia ser muito fácil, mas não. Confiar na outra pessoa e em nós mesmos [na nossa força e no nosso equilíbrio] é mais difícil do que aquilo que parece, daí ser tão importante este trabalho. No meu caso, confiei completamente no meu par [a querida Sara que é um doce de pessoa e que já pratica Yoga há alguns anos], no entanto, não estava muito confiante na minha capacidade de fazer as asanas direitinhas e ter força física suficiente para não a deixar cair. E foi muito importante essa tomada de consciência, pois assim pude trabalhar essa minha insegurança e em apenas uma hora e meia consegui evoluir nesse sentido.

Desenvolver a confiança em nós próprios, nos outros e na Vida em si é importante para o nosso equilíbrio e evolução, tal como já referi no texto sobre os princípios do Reiki. E o Yoga é um óptimo complemento para nos ajudar nesse sentido. A aula de hoje foi mesmo maravilhosa e aprendi tanto que só posso sentir-me ainda mais grata ao Universo por tudo!




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13 dezembro, 2016

Be Yogi | Yoga e Fibromialgia

[Imagem retirada daqui]

Há mais de uma mês que iniciei a minha prática de Yoga e o balanço não podia ser mais positivo. A verdade é que estou completamente apaixonada pelo estilo de vida Yogi. Digo estilo de vida pois o Yoga não se resume à prática de asanas e às aulas. O Yoga é muito mais do que isso, é transversal à nossa vida e ajuda-nos a crescer e evoluir enquanto seres humanos.

Um dos motivos que me levou à prática de Yoga foi a minha doença [fibromialgia]. Li vários relatos de pessoas que sentiram melhorias com o Yoga, não só a nível físico, mas também na forma de encarar a doença. E a verdade é que posso comprová-lo na primeira pessoa. Nestas semanas de Yoga, sinto uma melhoria significativa. Além de sentir uma maior flexibilidade, sinto os meus músculos mais relaxados e resistentes, a minha postura corporal está mais correcta e respiro muito melhor. Relativamente à parte mental e emocional, sinto-me [ainda] mais calma e serena, consigo aceitar melhor a doença e conviver com ela sem lhe dar demasiada importância. A dor continua cá, a diferença é que eu deixei de lhe dar o valor que ela quer. Deixei de lhe dar atenção e aprendi a desenvolver técnicas de 'distracção' para não me deixar consumir por ela. Sinto-me emocionalmente equilibrada e isso acaba por se reflectir a todos os níveis.

O Yoga está a ser uma aventura maravilhosa. Diria mesmo que é o início de uma história de amor para a vida inteira. Os benefícios que já me trouxe em poucas semanas faz-me ter a certeza de que este é o caminho. E quanto mais aprendo, mais quero aprender. Depois, tenho uma professora e uns colegas de aula maravilhosos, tudo gente do bem, com uma energia fantástica! Só posso estar grata, muito grata, por toda esta experiência maravilhosa na minha vida.

Em breve, irei trazer-vos alguns textos mais aprofundados sobre o Yoga para, quem sabe, vos inspirar a iniciar esta prática tão maravilhosa que pode mudar a vossa vida! Namasté!




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11 dezembro, 2016

CHRISTMAS VEGGIE CHALLENGE

[Ilustração de Henry Darger - retirada daqui]

A querida Nádia, autora do Kill Your Barbies [se ainda não conhecem, deviam!], desafiou a comunidade da blogosfera a confeccionar um prato vegetariano para a ceia de Natal. Mal li o post da Nádia, decidi logo que iria participar.

Como vocês sabem, tenho feito algumas alterações na minha vida, por forma a torná-la ainda melhor. De há um tempo para cá que ando a tentar fazer a transição para um estilo de vida vegetariano, por uma questão de coerência com os princípios que tenho vindo a trabalhar no meu interior e na minha vida. Tonar-me vegetariana não se resume só à dieta alimentar, mas também à preferência por produtos que não sejam testados em animais e assim por diante. Quando, finalmente, conseguir ter o meu cantinho e organizar o meu tempo por forma a conseguir confeccionar as minhas próprias receitas diariamente, será ainda mais fácil.

Assim sendo, fico à espera, cheia de entusiasmo, pelas receitas que a Nádia vai partilhar connosco. Depois é só escolher e pôr mãos à obra! Será uma ceia de Natal ainda mais saborosa [e confesso que estou ansiosa por poder dar a provar um prato diferente aos meus familiares, todos carnívoros convictos!]. É um desafio muito giro e gostava que mais pessoas participassem. Se quiserem ficar a saber mais, bem como conhecer os blogues que estão a participar [e, já agora, juntarem-se a nós!], basta irem AQUI





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10 dezembro, 2016

Decor | 55

[Imagem retirada daqui]

Esta cozinha assemelha-se em muito à cozinha dos meus sonhos.
E este frigorífico é só a coisa mais querida do mundo!




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09 dezembro, 2016

Só Por Hoje, Sou Bondosa e Amável Com Todos Os Seres

[Ilustração de Johanna Wright]

Só por hoje, sou bondosa e amável com todos os seres
E chegamos ao último [mas não menos importante] princípio do Reiki que consiste na bondade e amabilidade para com o mundo que nos rodeia. É preciso lembrar que antes de sermos bondosos para com os outros devemos ser bondosos com nós mesmos. Devemos sentir amor e compaixão [atenção que compaixão, neste contexto, não tem que ver com piedade] pelo ser divino que somos. devemos perdoar-nos e não passar o tempo a julgar os nossos actos. O auto-julgamento, a crítica destrutiva e a falta de amor-próprio são a base daquilo a que se chama auto-sabotagem. Quando aprendemos a ser bondosos com o nosso eu interior, torna-se quase natural a bondade para com todos os seres que nos rodeiam.
A cada dia que passa, tenho trabalhado muito este princípio, o de ser bondosa e amável comigo e com os outros. Um dos desafios a que me proponho diariamente é oferecer, pelo menos, um sorriso a um desconhecido que se cruze comigo, seja no trabalho, na rua ou nos transportes públicos. E, na maioria das vezes, esse sorriso é-me retribuído e o meu dia fica ainda mais colorido. Aqui há umas semanas, fui fazer um exame de rotina à clínica onde sempre costumo ir. Uma das técnicas que lá trabalha é uma senhora que está sempre com cara fechada, sempre com palavras frias e até agressivas. Nunca lhe vi um sorriso, até esse dia. Nesse dia, desafiei-me a sorrir o mais que conseguisse e a ser o mais adorável possível para a senhora enquanto ela me fazia o exame. Comecei logo com um bom dia radiante mal entrei na sala e comecei a falar de forma o mais simpática e amável possível. Passados poucos minutos, a senhora que nunca tinha visto sorrir, estava a falar alegremente comigo e quando se despediu de mim fê-lo com um enorme sorriso. A energia dessa pessoa mudou completamente num espaço de poucos minutos pelo simples facto de eu não ter entrado na antipatia dela e lhe ter oferecido a minha simpatia. Tudo isto para dizer que podemos fazer a diferença no dia de alguém e arrancar um simples sorriso e um bom dia mais alegre até da pessoa mais taciturna.
Há um mantra muito bonito, do qual já falei, que é: OM MANI PADME HUM, cujo significado mais abrangente é eu sou a pureza do meu coração. E este é um dos meu propósitos de vida, ser mais bondosa, mais amável, mais tolerante para comigo e para com os outros. Praticar o bem sem olhar a quem. Não fazer mal nem deixar que me façam mal. Porque acredito que quando vivemos com bondade no coração e nos actos, o mundo torna-se num lugar melhor. Infelizmente, há muitas pessoas que preferem viver do lado da sombra, onde reina a ganância, o egoísmo e a maldade gratuita. São seres que não querem conhecer a luz com medo de cegar. É a escolha deles. Mas a nossa pode ser diferente. Podemos sempre escolher a luz e o bem.
Por tudo isto, o meu desafio é que apliquem este princípio todos os dias. Sejam bondosos. O simples acto de oferecer um sorriso é algo de maravilhoso e pode fazer a diferença no dia de alguém. E sorriam muito para vocês mesmos também. Olhem-se no espelho e sorriam. Olhem para o vosso eu interior e sorriam. Deixem que o vosso coração se abra e faça transbordar toda a luz e toda a bondade que lá existe.
E assim chegamos ao fim desta maravilhosa semana com os cinco princípios do Reiki. Adorei, adorei mesmo escrever estes cinco textos para vocês, partilhar a minha experiência com cada um dos princípios. Espero muito que tenham gostado e que, de certa forma, tenha conseguido inspirar-vos. Muito obrigada por estarem desse lado! Namasté - o Ser Divino que há em mim saúda o Ser Divino que há em cada um de vocês!




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08 dezembro, 2016

Só Por Hoje, Trabalho Honestamente

[Ilustração de Karmym - retirada daqui]

Só por hoje, trabalho honestamente.

Este princípio do Reiki é mais direccionado para a nossa vida profissional. Já dizia Confúcio: Escolhe um trabalho que gostes e não terás que trabalhar um único dia na tua vida. Nem sempre acertamos à primeira na nossa escolha profissional. No entanto, há sempre a possibilidade de mudar. Pode não ser no imediato, pode demorar algum tempo, mas o importante é não desistir do sonho. Até porque viver uma vida inteira aprisionado a uma profissão que não nos satisfaz é triste e frustrante.

Independentemente daquilo que façamos e do facto de gostarmos ou não, há algo que é necessário ter sempre presente: a honestidade. Devemos ser honestos no nosso trabalho e na relação com os outros. Devemos também ser honestos com nós mesmos e assumir a mudança quando algo não nos completa verdadeiramente. Uma vida profissional plena e completa tem de ter por base a honestidade. Só sendo honestos conseguimos concretizar objectivos e fazer o bem a quem se cruza connosco em contexto laboral.

Partilhando um pouco a minha experiência, já disse várias vezes que não fiz a escolha mais acertada no que diz respeito à profissão. No entanto, consegui dar a volta e, dentro da minha área, escolher aquela que mais me satisfaz. Tenho outros sonhos e objectivos profissionais e tenho trabalhado nesse sentido. Pretendo, a médio prazo, abraçar novos projectos, projectos esses que são sinónimo de felicidade e realização. Mas, enquanto isso não se concretiza, vou continuando a trabalhar naquilo que sei, fazendo o melhor que posso, honestamente, e agradecendo profundamente e todos os dias o facto de ter trabalho.

O desafio que vos deixo é que olhem para o vosso trabalho ou estudo com outros olhos. Pode não ser o trabalho de sonho, mas isso não é impedimento para o fazerem de forma honesta. E se o vosso sonho é outro, então lutem por ele, trabalhem para isso com verdade e amor.

Amanhã iremos reflectir sobre o último princípio do Reiki: Só por hoje, sou bondoso e amável com todos os seres. Conto convosco! Namasté!


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07 dezembro, 2016

Só Por Hoje, Confio

[Ilustração de Eliza Lynn Tobin - retirada daqui]

Só por hoje, confio.

Confiar assume, aqui, uma dimensão superior àquela que estamos habituados. Esta palavra sugere, para a maioria de nós, a confiança que depositamos nos outros. Mas confiar é muito mais do que isso. Para começar, antes de confiarmos em quem quer que seja, ou no que quer que seja, devemos confiar em nós, na nossa capacidade, na nossa luz interior, no divino que há em nós. Depois, devemos confiar na Vida, no Universo. Só confiando em nós e na vida é que podemos confiar verdadeiramente nos outros. Quando a base está sólida, ou seja, quando estamos plenamente confiantes em nós e na Vida, então raramente iremos confiar na pessoa errada.

Confiar está, também, ligado com a intenção. Quando estabelecemos uma intenção, verdadeira e baseada no amor, para a nossa vida, devemos confiar. Entregar esse pedido ao Universo e confiar, mas confiar mesmo. E desapegar, tendo bem presente no nosso coração que, se tal não se concretizar, é porque ainda não chegou o momento ou porque não é bem esse o caminho. Aí, paramos, reflectimos e votamos a estabelecer a nossa intenção, ou uma outra diferente, mas sempre confiando de que o Universo fará sempre o que for o melhor para nós.

O acto de confiar ajuda-nos muito na nossa vida. Ajuda-nos a manter acesa a esperança. Ajuda-nos a olhar para a vida sob uma nova perspectiva. Ajuda-nos, inclusive, a aceitar com serenidade o que a vida nos dá, mesmo as coisas menos boas [se elas acontecem, é porque ainda temos alguma coisa para aprender]. Confiar torna-nos mais certos, mais equilibrados, pois sabemos que tudo vai correr bem, que tudo está bem.

Eu confio. Confio em mim, nas minhas capacidades. Confio na Vida, confio no Universo, confio em todos os desafios que me são propostos, acredito que tudo aquilo que me acontece é para o meu bem e para o meu crescimento. E confio em cada um de vós, que está desse lado a ler estas palavras. Porque se chegaram até aqui, até mim, não foi por acaso!

Amanhã iremos reflectir sobre o quarto princípio do Reiki: Só por hoje, trabalho honestamente. Espero-vos desse lado! Namasté!




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06 dezembro, 2016

Só Por Hoje Sou Grata

[Ilustração de Marlene Koenig]

Só por hoje, sou grata.

Este é um dos princípios mais bonitos [o meu preferido!] e que, tal como os outros, faz sentido na vida de qualquer um. Devemos ser sempre gratos. Por tudo. Pelas pequenas coisas, pelas grandes coisas e até pelos momentos menos bons. Atrevo-me a dizer que devemos agradecer com maior convicção ainda pelos momentos menos bons, pois são eles que, muitas das vezes, nos impulsionam e nos fazem mudar para melhor. Falando, uma vez mais, da minha experiência, posso dizer que, se não fossem os momentos menos bons que aconteceram na minha  vida, hoje não seria a pessoa que sou. Muito provavelmente [quase de certeza], continuaria a limitar-me a sobreviver, a ir andando, mergulhada na negatividade e nas pressões que exerciam sobre mim. Por isso, agradeço todos os momentos difíceis, agradeço o momento em que bati no fundo do poço, agradeço todas as lágrimas que chorei, todos os erros que cometi, agradeço tudo aquilo que não deu certo [porque, percebo hoje, não era o meu caminho], agradeço todas as portas que se fecharam [e que permitiram que janelas maravilhosas se abrissem].

Sermos gratos é o primeiro passo para sermos abençoados com dádivas ainda maiores. Pensem comigo: se não tivermos a capacidade de agradecer as pequenas coisas que temos como é que estaremos preparados para receber e valorizar dádivas maiores? Devemos agradecer pelas coisas mais simples que nos acontecem: um dia de sol, uma mensagem de alguém querido, ouvir na rádio a nossa música preferida, desfrutar da nossa comida favorita. Coisas banais, mas que, se pensarmos bem, são tão importantes.

Há um exercício muito giro, que aprendi nalguns livros que li sobre o tema, que me ajudou neste processo de aprender a agradecer. Então é o seguinte: todos os dias, antes de se deitarem, escrevam num papel três coisas pelas quais se sentem gratos nesse dia e reflictam sobre a importância dessas coisas. Pode parecer difícil no início. Certamente, irão pensar que não têm nada em especial para agradecer. O desafio está, precisamente, aí: encontrar algo que vos faça sentir gratos. Se olharem com atenção para o vosso dia, se ouvirem com atenção o vosso coração, irão encontrar muitas coisas pelas quais agradecer. Experimentem fazer isso. Não custa nada tentar. [E garanto-vos que, daqui a nada, uma folha inteira não chega para escrever tudo aquilo que vos faz sentir gratos].

Praticar a gratidão muda-nos por completo. Torna-nos mais sensíveis, mais tolerantes, mais bondosos, mais amáveis, mais felizes. E quando nos sentimos profundamente gratos por tudo aquilo que temos e somos e pela dádiva maravilhosa que é a vida, o Universo envia-nos, constantemente, motivos para sermos ainda mais gratos. É um círculo vicioso, no melhor dos sentidos!

Assim sendo, hoje, em especial, sou grata por poder escrever aqui, por poder partilhar o que vou aprendendo, por ter leitores tão queridos e carinhosos, alguns dos quais já se tornaram amigos, por poder, de certa forma, emanar energia positiva para todos aqueles que tiram uns minutinhos do seu dia para lerem o que escrevo. A todos vocês, obrigada, de coração!
Amanhã, será dia de reflectir sobre o terceiro princípio do Reiki: Só por hoje, confio. Conto convosco! Namasté!




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05 dezembro, 2016

Só Por Hoje, Sou Calma

[Imagem retirada daqui]

Só por hoje, sou calma.

Este princípio é, de certa forma, a base de todos os outros. A calma é um estado de espírito, uma forma de estar na vida, que devemos cultivar. Ter a capacidade de permanecer calmo e sereno, independentemente daquilo que esteja a acontecer à nossa volta, nem sempre é fácil. Mas é possível. Se treinarmos essa capacidade de sermos calmos, tudo será mais fácil, tudo irá fluir com mais naturalidade. Mesmo que aconteçam coisas menos boas ou mais stressantes, se conseguirmos manter a calma dentro de nós, no nosso coração, tudo acaba por se resolver.

A correria dos dias é difícil para todos. Todos nós temos horários a cumprir, tarefas a desempenhar, prazos e mil e outras coisas que dão cabo da nossa paciência. No entanto, é possível sobreviver ao caos dos dias. E falo, uma vez mais, por experiência própria [caso contrário, não estaria a partilhar tudo o que tenho vindo a partilhar com vocês]. Sempre fui uma pessoa ansiosa e stressada na maioria dos dias. Nunca tinha tempo para nada, sofria por antecipação, o meu pensamento era sempre pessimista e acreditava que tudo iria descambar a qualquer momento. Anos de ansiedade descontrolada fizeram com que chegasse ao limite e ao colapso e que desenvolvesse, inclusive, uma doença crónica. Foi uma fase difícil, mas também foi uma fase boa pois, finalmente, acordei para a vida e percebi que tinha de mudar. E o Reiki foi a grande mudança, o primeiro passo para uma vida melhor. Quando comecei a pôr em prática os cinco princípios do Reiki, tudo começou a melhorar. Comecei a olhar para dentro de mim e percebi que tinha de me curar interiormente se queria que as coisas começassem a evoluir. E assim foi.

E como pôr em prática este princípio? Como conseguir cultivar a calma dentro de mim se sou tão stressado e ansioso? perguntam vocês [e bem]. Em primeiro, este é um trabalho diário. Não vão ficar calmos só por reflectirem sobre este princípio duas ou três vezes. De manhã, quando acordarem, antes de enfrentarem mais um dia, parem um minuto e digam para vocês mesmos: Hoje vou ser calmo e sereno, nada irá afectar-me; por mais trabalho que tenha, vou conseguir fazer tudo, com calma, uma coisa de cada vez; e por mais caótico que esteja o mundo lá fora, dentro de mim reinará a paz; porque se eu estiver ansioso, não vou conseguir resolver nada; mas se estiver calmo, as ideias irão fluir. É um exemplo de monólogo que podem fazer. Eu faço-o todos os dias. E resulta. Resulta mesmo! As coisas lá fora podem não mudar, mas dentro de nós algo vai mudar, de certeza, e isso é meio caminho andado para que consigamos resolver o que é preciso.

Hoje, só por hoje, tirem alguns minutos do vosso dia para recitar este princípio. Quando estiverem presos no trânsito, respirem fundo e digam-no interiormente. Se o vosso chefe ou colega de trabalho vos irritar, respirem fundo e digam-no interiormente. Se o vosso exame ou frequência estiver a correr mal, respirem fundo e digam-no interiormente. Não custa tentar. E os resultados serão tão maravilhosos!

Amanhã iremos reflectir sobre o segundo princípio do Reiki: Só por hoje, sou grato. Conto convosco desse lado. Namasté!





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04 dezembro, 2016

Uma Semana Com os Cinco Princípios do Reiki

[Imagem retirada daqui]

Decidi que esta semana, que amanhã se inicia, será dedicada à reflexão sobre os cinco princípios do Reiki. Apesar destes cinco princípios estarem veiculados à prática de Reiki, podem ser aplicados na vida de qualquer pessoa pois são transversais e fazem sentido na vida de qualquer um.

Para quem ainda não conhece, os cinco princípios do Reiki são:

Só por hoje, sou calmo.
Só por hoje, sou grato.
Só por hoje, confio.
Só por hoje, trabalho honestamente.
Só por hoje, sou bondoso e amável com todos os seres.

O só por hoje pretende, precisamente, fazer-nos concentrar no momento presente, onde a vida realmente acontece. O passado não pode ser mudado e o futuro ainda não existe sequer, por isso, devemos focar-nos no aqui e agora e dar o nosso melhor, abrindo o coração a essa dádiva que é a vida.

Em cada dia desta semana, iremos reflectir sobre cada um destes princípios. Vou tentar explicar-vos aquilo que cada um significa [para mim] e se conseguir que cada um de vós reflicta um pouco que seja e pense em aplicar estes princípios na sua vida, irei senti-me profundamente feliz. Namasté!




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03 dezembro, 2016

Decor | 54

[Imagem retirada daqui]

Apaixonei-me completamente por este cantinho.
Parece a sala de uma casa de bonecas.
A parede de madeira pintada de azul, o quadro, as cadeiras, os bancos a fazer de mesa, as flores. Adoro tudo!




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02 dezembro, 2016

Be Zen | Sê a mudança que queres ver no mundo

[Imagem retirada daqui]

"Sê a mudança que queres ver no mundo."
[Mestre Gandhi]

Antes de queremos mudar o mundo que nos rodeia, devemos, primeiro, ser o exemplo dessa mudança. Antes de querermos tornar o mundo num lugar com mais luz e amor, devemos aprender a reacender essa luz dentro de nós e redescobrir esse amor no nosso coração. Para que o mundo vibre numa energia mais positiva, temos de emanar essa energia. E mesmo que sejamos poucos, muito poucos, a fazer da bondade e do amor incondicional o caminho, acreditem que esse pouco já é muito. Quando o nosso coração se abre, sem medo, sem preconceitos, sem julgamentos, a vida também se abre perante os nossos olhos. Infelizmente, o mundo dificilmente será um lugar perfeito. Mesmo assim, não devemos desistir dessa missão de, pelo menos, tentar mudar um pouco o mundo que nos rodeia.

Tomar consciência do mal que fazemos ao nosso planeta, à nossa Terra que tão generosa é para connosco, e mudar pequenos hábitos já é meio caminho andado. Aprender a não julgar os outros, a não fazer mal, a não deixar que nos façam mal, a abrir o coração e a influenciar tomadas de consciência já é algo que poderá dar frutos. Sejamos o exemplo, não o exemplo do ego, mas o exemplo do coração compassivo, bondoso, atento, consciente.




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30 novembro, 2016

Gratitude | Novembro

[Ilustração de Anne Soline]
E chegou ao fim mais um mês. Amanhã já é Dezembro e não poderia acabar este mês sem fazer a minha reflexão de gratidão por tudo o que Novembro me trouxe. Assim sendo:

❇ Sou grata pelos dias maravilhosos de sol que me permitiram sair de casa bem cedinho e usar e abusar dos meus vestidos e saias de Inverno.

❇ Sou grata pelo Yoga, que entrou na minha vida e que me está a fazer um bem tremendo.

❇ Sou grata por mais um nível de Reiki concluído com sucesso.

❇ Sou grata por todos os livros que li e que me ensinaram, todos eles, algo de novo.

❇ Sou grata pelas pessoas que cruzaram o meu caminho, pessoas de bem, cheias de luz e de amor.

❇ Sou grata pela oportunidade de poder partilhar o pouco que sei com os outros.

❇ Sou grata pelo espírito de Natal que, mais do que nunca, tem invadido o meu coração.

❇ Sou grata pela oportunidade de poder tornar o Natal de uma criança mais feliz.

❇ Sou grata por ter redescoberto a capacidade de olhar as coisas com a magia da primeira vez.

❇ Sou grata pela casa que me acolhe, pela família que me ama, pelos meus amigos de quatro patas que me esperam no final de cada dia.

❇ Sou grata pela Vida que me ama e pela energia do Amor Incondicional que faz de mim uma pessoa melhor e mais feliz a cada dia que passa.




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29 novembro, 2016

Be Zen | Meditação Da Árvore

A meditação faz parte do meu dia-a-dia há já mais de um ano. Comecei a meditar com o objectivo de acalmar a mente e reduzir a ansiedade que me consumia na altura. Hoje, não passo um só dia sem meditar. É o meu momento de conexão comigo mesma, com o meu coração, com a minha essência. São os meus minutos sagrados, em que só existo eu e o amor incondicional do Universo. Por norma, medito à noite, antes de me deitar. Quando tenho tempo, faço também uma pequena meditação de manhã, quando acordo, que consiste em estabelecer intenções para o meu dia e fazer algumas afirmações positivas [em breve também partilharei convosco essas meditações da manhã].
Meditar traz inúmeras vantagens à nossa vida. Além de reduzir os níveis de ansiedade e acalmar a mente, ajuda a regularizar os ciclos de sono, aumenta a capacidade de concentração, melhora a respiração e a circulação sanguínea e ajuda na conexão com a nossa essência.
Ainda há uma ideia errada associada à meditação. A maioria das pessoas pensa que meditar é ficar em posição de Lótus, com as mãos em Jnana Mudra, como vemos em várias imagens, e fazer ommmm sem pensar em nada. Não é que esteja errada esta ideia. Mas meditar não é bem isso. E qualquer pessoa consegue meditar, mesmo aqueles que têm a cabeça a mil e que dizem que não conseguem estar quietos. Basta estabelecerem essa intenção e tentar. É uma questão de hábito e quando começarem a sentir as mudanças no vosso interior e na vossa vida, não quererão outra coisa.
Hoje partilho convosco uma das minhas meditações preferidas e que fiz pela primeira vez no meu curso de Reiki I. É uma meditação muito simples e muito bonita. Espero que gostem e que a façam muitas vezes, se assim o desejarem.



Meditação da Árvore
Comecem por preparar o ambiente - podem acender umas velas ou incenso e colocar uma música suave;

Sentem-se ou deitem-se numa posição confortável [pernas esticadas, coluna alinhada, as mãos sobre o colo ou sobre as pernas com as palmas voltadas para cima] e fechem os olhos;

Comecem por fazer um pequeno exercício de respiração [inspirem profundamente, até não haver mais ar para entrar, sustenham o ar durante alguns segundos e expirem profundamente até não haver mais ar para sair; repitam este ciclo algumas vezes, até sentirem que o vosso corpo começa a relaxar];

Mantendo a concentração na respiração, agora normalizada e suave, sintam que todo o vosso corpo é invadido por uma luz brilhante e dourada, uma luz que aquece o corpo e que relaxa todos os músculos, desde o couro cabeludo até aos dedos dos pés; sintam todo o vosso corpo a ficar cada vez mais leve;

Agora visualizem uma árvore grande, verde e bonita, no meio de uma bonita paisagem;

Aproximem-se da árvore e dêem-lhe um abraço gigante; abracem a árvore com todo o vosso coração, como se fosse uma velha amiga que não viam há muito tempo; sintam nesse abraço a conexão com a Natureza e com o Universo;

Sintam que, aos poucos, se fundem com a árvore e passam a ser um só, vocês e a árvore; sintam a energia da árvore no vosso corpo e no vosso coração; sintam que também vocês são parte importante da Terra e do Universo;

Deixem-se ficar assim, conectados com a árvore, durante algum tempo, sentido a energia e a paz dessa conexão;

Aos poucos, comecem a sair da árvore; dêem-lhe um outro abraço de despedida;

Tragam a vossa consciência para o local onde se encontram;

Respirem fundo, mexam as mãos e os pés, devagar, sem pressas;

Quando se sentirem preparados, podem abrir os olhos e agradecer por esse momento de quietude e paz.



Espero que consigam fazer esta bonita meditação e que a mesma vos ajude. Namasté!
[Estou a pensar na possibilidade de gravar em áudio meditações guiadas para partilhar aqui. Digam-me o que acham dessa ideia, se seria útil e mais fácil. Podem também deixar sugestões de outros temas ou partilhas que gostassem de ver por cá.]



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27 novembro, 2016

Serenidade

[Imagem retirada daqui]
Serenidade é uma das minhas palavras favoritas e um dos meus sentimentos favoritos. Diria até que é mais um estado de espírito, uma forma de estar na vida. Não é algo fácil de alcançar. Estar sereno, permanecer sereno, viver de forma serena é um desafio. Nem sempre os dias nos permitem manter esse estado de serenidade. Os altos e baixos, por vezes, fazem-nos sair desse sentimento tão maravilhoso.

Neste momento, sinto-me serena. Foi uma forma de estar na vida que me custou muito alcançar [e que ainda não alcancei na totalidade]. Serenidade é uma mistura de paz com certeza. Paz de espírito e a certeza de que está tudo no devido lugar. É viver cada dia, cada momento, sem ansiedades, desfrutando do presente, estando no aqui e agora. É aceitar, sentir e libertar. É trabalhar a bondade, não fazer mal nem deixar que nos façam mal. No fundo, é viver de coração aberto e em paz. É difícil de explicar por palavras a sensação de serenidade. Quando medito, essa sensação é ainda mais exacerbada, é algo quase utópico, uma paz interior tão grande que parece que nada no mundo me pode tirar desse estado. É quase como flutuar à superfície, sem deixar de ter em mente que estou neste mundo e que tenho uma missão a cumprir, sem pressas nem pressões.

Sim, serenidade é a minha palavra favorita e o estado de espírito que me aproxima mais daquilo que eu sou. Quando estou serena, sou mais eu, estou e sou mais conectada com o meu coração e com a minha essência. Quando estou serena, a vida flui, a energia vai e vem, o amor agiganta-se. E tudo corre bem. E tudo está bem.

[Aproveito e desejo-vos uma semana serena e recheada de amor.]




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26 novembro, 2016

Decor | 53

[Imagem retirada daqui]

Um quartinho assim, aconchegante e com lareira, seria perfeito para passar um fim-de-semana chuvoso e frio.
Perfeito para escrever, meditar e namorar!



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24 novembro, 2016

Por Bem


Este meu espaço é um espaço aberto a todos aqueles que vierem por bem, de coração aberto e com energia positiva. É um espaço público, é certo, porém é um espaço que segue um determinado padrão [o de passar energia positiva a quem me lê]. É um espaço de partilha e de afectos. Tudo aquilo que aqui escrevo é de coração. E quem me acompanha há já algum tempo sabe que é assim. E se, ultimamente, decidi mudar um pouco o rumo deste blogue, é porque sinto necessidade de partilhar com os outros as coisas maravilhosas que tenho descoberto e que me têm feito bem. Porque acredito que devemos partilhar o bem.

Já passei por momentos menos bons, já bati no fundo do poço, já tive vislumbres do inferno. Por tudo isso, sinto que tenho legitimidade suficiente para falar de certos assuntos e para afirmar que é possível mudar para melhor. Há um pensamento que diz que o fundo do poço tem um lado bom pois é a partir de lá que podemos voltar a subir. E eu pude comprová-lo na primeira pessoa. E ainda bem que assim foi. Sinto-me grata por tudo isso pois foi graças a esses momentos menos bons que pude mudar de vida e descobrir quem sou de verdade. Quando venho aqui partilhar pensamentos e estratégias ligadas ao mundo zen e às terapias complementares é porque vivi isso na primeira pessoa. Não são apenas teorias da minha cabeça. É experiência própria e resultado de muitas horas a estudar e a aprofundar os meus conhecimentos. Se venho aqui partilhar, por exemplo, técnicas de respiração ou palavras motivacionais e positivas, é porque acredito que, de certa forma, poderei ajudar alguém, da mesma forma que me ajudaram. E faço-o com todo o meu carinho e com todo o meu afecto. Se ajudar uma pessoa que seja, se tocar o coração de uma só pessoa, então já valeu muito a pena.

Escrevi estas linhas para reforçar a ideia de que este é um espaço de bem. Quem vier por bem, será recebido de braços abertos. No entanto, negatividade e toxicidade não serão bem-vindas. Serão bloqueadas e dissipadas logo à chegada. Por mim, mas principalmente, e acima de tudo, por todas as pessoas que me têm acompanhado ao longo desta minha jornada, que me têm apoiado e de quem eu tanto gosto. Não tenho pretensões de nada. Apenas quero viver o meu presente, partilhando e aprendendo com amor e bondade no coração.



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22 novembro, 2016

Olhar o Passado



Uma das coisas que tenho aprendido nesta fase de evolução e mudança é a olhar o passado com serenidade. Olhar o passado em vez de viver o passado. A maioria de nós tem uma tendência natural para ficar agarrado ao passado, revivendo momentos e situações vezes sem conta, sentindo as mesmas emoções e vivendo nesse constante apego ao que já foi. Durante muito tempo [durante toda a minha vida, melhor dizendo] fui assim. Vivia agarrada ao passado como se fosse o meu presente. Deixava-me afundar nas tristezas e nos arrependimentos, culpando-me, martirizando-me, maltratando-me. Era um círculo vicioso do qual não conseguia [nem queria] libertar-me.
Felizmente, muita coisa mudou na minha vida, como já tantas vezes disse. Uma mudança que se fez [e continua a fazer-se] de dentro para fora. E uma das coisas que mudou foi o deixar de viver o passado e começar a olhar esse mesmo passado. Olhar de fora, como se estivesse a ver um filme no qual sou a personagem principal. Olhar os momentos com distanciamento e desapego, aceitando o que passou, as decisões que tomei, os erros que cometi. Aceitar tudo isso com serenidade e gratidão. Gratidão até pelos momentos menos bons pois, no fundo, foram eles que me fizeram crescer e transformar na pessoa que sou hoje. Quando sentimos essa aceitação serena, quando conseguimos esse estado de desapego, conseguimos libertar-nos e olhar para tudo com um olhar doce e a certeza de que tudo aconteceu porque tinha de ser assim. Quando conseguimos esse estado de paz tudo fica mais claro, a vida fica mais clara, mais luminosa. E nós crescemos e evoluímos mais um pouco, valorizando o nosso momento presente, agradecendo por essa dádiva, dando o melhor de nós.



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