27 dezembro, 2015

Percebo que estou a ficar velha quando...


...o meu primo bebé (que já tem 15 anos mas que será para sempre o meu bebé) me apresenta a primeira namorada. Fiquei chocada. Não pelo facto de ele ter namorada, mas sim porque ainda ontem ele era o meu bebé, que eu adormecia com canções de embalar, a quem eu trocava as fraldas, a quem eu ensinei as primeiras letras. Como é que é possível? O meu bebé já não é bebé e até já tem namorada. Como é que o tempo passou tão depressa sem eu ter dado conta?

26 dezembro, 2015

"Já passou, já passou!"


Pois é, e lá se foi mais um Natal. Foi um bom Natal, muito quentinho e com muito aconchego. No entanto, muito cansativo. Somos sempre nós que recebemos a família cá em casa, por termos a casa maior, e este ano custou-em imenso preparar tudo. A fibromialgia, além das dores, também me provoca um imenso cansaço. E o dia 24 foi uma autêntica maratona para mim. Eram 20h, hora de jantar, e eu já só me apetecia aninhar no sofá e dormir. Sentia-me dorida e exausta e foi com muito sacrifício que tive de me aguentar até à meia-noite. Mas, tirando isso, tudo correu pelo melhor e só posso estar grata por mais um Natal passado junto daqueles que me são tão importantes. Além disso, fartei-me de comer doces. Exagerei, mesmo. A partir de hoje entramos em restrição de doces. E assim se passou, depressa, como sempre.

E por aí, como correu o vosso Natal?

23 dezembro, 2015

Que seja um bom Natal


E chegou o Natal. Costumo dizer que o melhor destes dias é esperar por eles. Quando chegam, passam a voar e mal conseguimos sentir-lhes o sabor. Assim como assim, há que aproveitar. Comer os doces que nos apetecer. Rir muito. Aproveitar a presença daqueles que nos são importantes. Confesso que continuo com o meu espírito natalício a meio gás. Mas isso já é de mim, nada a fazer. A noite passada, durante as muitas horas sem dormir, lembrei-me do dia em que deixei de acreditar no Pai Natal. Tal aconteceu porque descobri os presentes escondidos no roupeiro dos meus pais. Associei uma coisa e outra e fez-se luz. Fiquei desiludida. Mas logo me passou. Lembrei-me ainda do Natal em que recebi a minha primeira casa de bonecas. Ainda hoje a guardo com carinho. E lembrei-me ainda, como não poderia deixar de ser, dos meus avós e dos Natais felizes com eles. E foi esse o sentimento que me ficou, a felicidade. A felicidade de ter uns avós que, apesar de já não estarem cá, foram os melhores do mundo e amaram-me incondicionalmente. E, no fundo, eu sei que eles continuam por perto, a proteger-me e a iluminar o meu caminho.

Quero desejar-vos, pessoas queridas, um Natal muito feliz, recheado de magia e doçura, saúde e paz e, claro, muito amor!

22 dezembro, 2015

Oficialmente Inverno


Estamos. oficialmente, no Inverno. Na noite passada, assinalou-se mais um solstício, o que quer dizer que, de hoje em diante, os dias começam a ficar maiores outra vez. A cultura pagã costumava celebrar os solstícios de Inverno precisamente porque os dias começavam, daí em diante, a ficar maiores novamente. Era uma altura de mudança e renovação. Tinham também como tradição acender grandes fogueiras para afugentar os maus espíritos. Diz-se que a tradição de fazer a árvore de Natal com luzes vem desse tempo.

Já gostei muito do Inverno. Agora nem por isso, pelo simples facto de o frio aumentar as dores que já sinto em demasia. Não fosse isso e continuaria a gostar, até porque gosto de roupas quentes, da lareira acesa e dos chás a toda a hora.

É mais um ciclo que se fecha e outro que começa. Tal como a vida, essa mesma vida que vai acompanhando esses ciclos, cessando uns, abrindo outros. Tal como nós que vamos, a cada estação, chorando tristezas e celebrando novas conquistas. O Universo é mesmo assim, um ciclo. Cabe-nos a nós estar em sintonia e fazer o melhor que pudermos.