Não gosto de fundamentalismos. Em tempos, também já fui assim. Já fui muito "oito ou oitenta". E isso prejudicou-me muitas vezes. Hoje em dia, tento ser mais flexível e ponderada. Tento não fazer das minhas opiniões verdades absolutas e confesso que fico um pouco incomodada quando fazem isso comigo. Por exemplo, com a alimentação. Sou a primeira a defender que devemos ter uma alimentação saudável, porque o nosso organismo, por certo, irá agradecer. No entanto, também sou a primeira a, de vez em quando, comer coisas menos saudáveis, porque me apetece naquele momento.
Cada vez mais vejo pessoas a defender estilos de vida como se fossem os únicos possíveis para se ser feliz. E criticam quem discorda ou quem não segue esses padrões. Cada um é livre de fazer o que quiser, desde que isso não prejudique ninguém. E ninguém tem nada que dar palpites sobre isso. Ultimamente, desde que soube deste meu percalço de saúde, tenho ouvido de tudo, "Estás assim por causa disto, devias fazer aquilo, tens de fazer uma dieta assim e assado e comer couves ao pequeno-almoço porque eu faço isso e olha só para mim como sou saudável" (também oiço comentários do género "Isso é só preguiça e mimo", mas isso já são outros quinhentos dos quais falarei em breve). Tudo isto para dizer que não gosto de fundamentalismos, nem de verdades absolutas que não o são. Para tudo na vida é preciso equilíbrio e bom senso.



