26 novembro, 2015

Fundamentalismos


Não gosto de fundamentalismos. Em tempos, também já fui assim. Já fui muito "oito ou oitenta". E isso prejudicou-me muitas vezes. Hoje em dia, tento ser mais flexível e ponderada. Tento não fazer das minhas opiniões verdades absolutas e confesso que fico um pouco incomodada quando fazem isso comigo. Por exemplo, com a alimentação. Sou a primeira a defender que devemos ter uma alimentação saudável, porque o nosso organismo, por certo, irá agradecer. No entanto, também sou a primeira a, de vez em quando, comer coisas menos saudáveis, porque me apetece naquele momento.

Cada vez mais vejo pessoas a defender estilos de vida como se fossem os únicos possíveis para se ser feliz. E criticam quem discorda ou quem não segue esses padrões. Cada um é livre de fazer o que quiser, desde que isso não prejudique ninguém. E ninguém tem nada que dar palpites sobre isso. Ultimamente, desde que soube deste meu percalço de saúde, tenho ouvido de tudo, "Estás assim por causa disto, devias fazer aquilo, tens de fazer uma dieta assim e assado e comer couves ao pequeno-almoço porque eu faço isso e olha só para mim como sou saudável" (também oiço comentários do género "Isso é só preguiça e mimo", mas isso já são outros quinhentos dos quais falarei em breve). Tudo isto para dizer que não gosto de fundamentalismos, nem de verdades absolutas que não o são. Para tudo na vida é preciso equilíbrio e bom senso.

25 novembro, 2015

Obrigada!


Quero agradecer-vos, de coração, as palavras de apoio e carinho que me deixaram no post de ontem. Não é fácil aceitar que tenho uma doença crónica com a qual terei de viver para o resto dos meus dias. Por outro lado, sei que tenho de manter o pensamento positivo e pensar que antes isto do que outra coisa pior. Entretanto, amanhã vou fazer mais uma série de análises, para despistar mais outras doenças como lúpus ou artrite. A noite passada foi terrível, tive imensas dores. O frio que se faz sentir também não ajuda nada. Mas há que continuar, um dia de cada vez. Mais uma vez, obrigada. Tenho os melhores leitores do mundo!

24 novembro, 2015

Dos últimos dias


Os últimos dias não têm sido fáceis. Na semana passada tive mais uma consulta com a reumatologista, por causa destas dores nas costas que não acabam. Ainda vou fazer mais uma série de exames, mas tudo indica que seja uma doença que já conheço bem: fibromialgia. A minha mãe foi diagnosticada com fibromialgia há cerca de quatro anos, mas já há muito que sofria com dores incapacitantes nas pernas. Agora parece que é a minha vez. Os meus sintomas são a nível das costas e, mais recentemente, dos braços. Além das dores, tenho sentido um cansaço imenso e falta de força muscular. Esta semana vou fazer os últimos exames para despistar outras possíveis doenças e assim fechar o diagnóstico e começar o tratamento. Entretanto, já comecei a fazer caminhadas diárias de 1 hora e ando a procurar aulas de Pilates, pois dizem que ajuda. Também vou começar a fazer sessões de acupunctura. Tudo para não ter de viver agarrada a analgésicos fortes para o resto da vida. A ver vamos como corre tudo.

16 novembro, 2015

Fome Emocional #2


Os ataques de fome descabida continuam. Por norma, no final do jantar. Ou então já depois da meia-noite. Não é normal. Nunca tal me tinha acontecido. No outro dia, comi quase um pacote inteiro de biscoitos (no final do jantar). A minha terapeuta diz que pode ser passageiro, que, como estou numa fase de arrumar a minha mente e de 'deitar muita coisa fora', a comida pode estar a funcionar como um substituto, como que uma forma de preencher os espaços que vão ficando vazios. Não sei. Só sei que não é uma sensação boa. Porque, quanto mais resisto, mais fome tenho. E se não resisto, depois sinto-me imensamente culpada. Não está fácil.